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Halloween – De onde veio essa comemoração?

Halloween – Crédito Foto Pexels

Halloween, o Dia das Bruxas está chegando e nada melhor do que uma delas pra falar sobre o assunto – Por Tânia Gori

O Haloween ou Dia das Bruxas, como é mundialmente conhecido, surgiu há mais de 2 mil anos, baseado nas datas festejadas pelo povo Celta. Naquela época, os celtas acreditavam que o Halloween – chamado também de Samhain – era uma ocasião especial, onde a divisão entre os mundos visível e invisível se tornava mais sutil.

Era o momento em que as forças sobrenaturais estavam ativas e os fantasmas e espíritos estavam livres para fazer o que bem quisessem. Estavam abertas as portas para todos os seres.

Nos dias de hoje, a tradição de mais de 2 mil anos tornou-se uma grande brincadeira. Na noite do dia 31 de outubro, crianças americanas, inglesas, irlandesas e escocesas preparam-se para relembrar a data, conhecida também como Festival do Fogo.

Vestidas com fantasias de bruxa, fantasma, monstros e duende, elas percorrem longas distâncias saudando os moradores com a frase “Gostosuras ou Travessuras” pedindo doces e guloseimas para serem saboreadas no final da noite.

A brincadeira surgiu do medo que os povos antigos tinham das criaturas do outro mundo. Para amansar os humores desses seres, as pessoas colocavam na frente de cada casa um prato com doces.

Durante o caminho, as crianças são iluminadas pelo grande amigo Jack, uma abóbora com careta em forma de lanterna, usada para iluminar as Fadas, Gnomos e Duendes e auxiliar a realização dos pedidos nessa noite mágica.

Conta a lenda que Jack era um fazendeiro e, na noite de Halloween, não deu uma abóbora a uma bruxa. Irritada, a feiticeira o transformou em uma lanterna de abóbora.

Nos países católicos, como a Igreja não conseguiu desvincular essa tradição do povo do campo, originou-se o Dia de Finados.

No Brasil, comemora-se o Dia de Todos os santos em 1º de novembro e Finados, no dia seguinte.  As pessoas usam as datas para relembrar os mortos, decorando túmulos e lápides das pessoas que já faleceram.

O costume do Halloween foi levado para os Estados Unidos na década de 1840 pelos imigrantes irlandeses que saiam de seu país por causa da escassez de seu principal alimento, a batata.

Nessa época a travessura (brincadeira) favorita na Nova Inglaterra (Estados Unidos), era escrever sobre as paredes das casas e retirar as trancas dos portões.

Na noite do dia 31 de outubro, os Druidas, sacerdotes do povo Celta, faziam oferendas na floresta entre os carvalhos (consideradas árvores sagradas).

Acendiam fogueiras e, enquanto dançavam ao redor do fogo, agradeciam pela conheita. Ao amanhecer, os druidas davam a cada família uma centelha daquela fogueira para que ela acendesse com ele o fogo com o qual iria cozinhar.

Acreditava-se assim, que a casa estaria protegida dos maus espíritos.

Sobre a Bruxa Tânia Gori 

Tânia Gori já nasceu predestinada a ter uma vida ligada a espiritualidade. Sua avó materna era filha de ciganos, e vivia no dia a dia muitas praticas desse povo, e durante sua vida compartilhou ensinamentos, rituais e até mesmo a leitura de tarot com sua neta.

Com o passar do tempo a sede de conhecimento só aumentou. Tânia que havia aprendido muitas práticas espirituais ciganas com sua vó, percebeu que existia uma linha tênue entre o que havia aprendido e com a bruxaria.

A partir desse momento sentiu a necessidade de fazer as próprias descobertas, e iniciou seus estudos na área.

Fascinada com a filosofia, com a prática da magia e o contato com a natureza, começou a perceber grandes avanços na sua vida e sentiu que estava no caminho certo.

Mas infelizmente a bruxaria não era difundida no Brasil, existindo até um grande preconceito, Tânia teve que buscar conhecimento em conteúdos de fora do país e iniciou sua própria jornada dentro da bruxaria, criando em alguns anos o conceito e a prática da bruxaria natural.

O chamado para a bruxaria foi grande e em 1997 Tânia fundou a Casa de Bruxa, em Santo André, ABC – São Paulo. Um espaço aonde ela poderia repassar todo seu conhecimento e formar pessoas dentro da bruxaria natural e suas vertentes.

Na casa acontecem aulas, cursos, celebrações, atendimentos e rituais.

Ao longo de mais de 20 anos Tânia Gori, criou um grande legado, além dos diversos cursos que ministra, é autora de 4 livros de sucesso “Bruxaria Natural Uma filosofia de vida – bruxaria Natural V.1 Uma escola de magia – bruxaria natural V.2 A magia da conquista e ABC da magia rituais especiais para o amor e a conquista”. Em 2003 fundou a maior convenção de bruxas do país, que acontece anualmente em Paranapiacaba, e atrai milhares de pessoas.

Tv: Tânia Gori no programa Encontro com Fatima Bernardes

https://globoplay.globo.com/v/4223747/

Para saber mais sobre Tânia Gori siga suas redes socias:

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https://www.instagram.com/taniagori

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Crédito Foto: Pexels
Fonte: Leonardo Almeida – Assessoria de Imprensa

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Roger Lombardi, vocalista do Goatlove, lança seu segundo livro

Roger Lombardi – Foto Priscilla Zamarion

Em meio às gravações de seu terceiro álbum, Roger Lombardi, vocalista do Goatlove lança no dia 15 de setembro seu novo livro, ‘Primeiros dias do verão eterno‘.

Sucessor do romance ‘O Serviço’, lançado em 2016, o novo livro é uma coletânea com oito contos. “Após o primeiro romance, revisitei algumas ideias que estavam sem finalizar. Resolvi transformar essas ideias em meu novo livro. São oito contos que transmitam entre o mistério e o realismo fantástico, assim como foi em ‘O Serviço'”, explica Lombardi.

O lançamento de ‘Primeiros dias do verão eterno’ será feito no Patuscada, um bar e livraria de propriedade da editora Patuá, responsável também pelo primeiro livro do vocalista.

O livro já está em pré-venda em https://is.gd/QGpUVU

Já o Goatlove deve lançar seu novo álbum no primeiro semestre de 2019. “Estamos com as gravações adiantadas e já fizemos uma pré-produção de todas as faixas. Terminamos bateria e baixo. Faremos agora as guitarras e, em seguida, as vozes”, garante o vocalista.

Serviço – Lançamento do livro ‘Primeiros dias do verão eterno’:
Data: 15 de setembro (sábado)
Horário: 19h
Local: Patuscada – Livraria, Bar e Café
Endereço: Rua Luís Murat, 40 – Pinheiros, São Paulo/SP

Veja o lyric video de “Shine”, faixa do álbum “Guadalajara”:

Sites relacionados:
Bandcamp – goatlove.bandcamp.com
Facebook- www.facebook.com/goatloveweb

Fonte: ASE – Assessoria de Imprensa


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@cinthiasouto

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Obras de Arte e Mobiliário são destaques da Exposição “Artistas Contemporâneos do Século XXI”

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Obras de Arte e Mobiliário são destaques da Exposição “Artistas Contemporâneos do Século XXI”

Artistas consagrados e novos talentos podem ser conferidos na Galeria de Arte do Alphaville Tênis Clube a partir de 15 de Setembro

No dia 15 de setembro, sábado, a partir das 14 horas, a AR Escritório de Arte realiza coquetel de lançamento da Exposição: Artistas Contemporâneos do Século XXI. O evento acontece na Galeria de Arte do Alphaville Tênis Clube e contará com o apoio da The Industrial Design, empresa que participará da mostra com a exibição de mobiliário do designer Renatto Alves. O objetivo do evento é valorizar as obras de arte de conceituados artistas brasileiros e novos talentos.

A exposição é gratuita e estará aberta a visitação até o dia 30 de setembro. No local estarão expostos cerca de 30 trabalhos, entre pinturas, gravuras e esculturas, de artistas renomados, como Evandro Schiavone, Fernando Cardoso, Gregório Gruber, Juarez Machado e Sônia Menna Barreto. Assim, o evento mistura nomes consagrados e novos talentos, que já possuem peças em Coleções Particulares, Museus e Pinacotecas no Brasil e Exterior.

 

Outro destaque fica por conta do mobiliário que compõe a mostra. Serão cerca de 10 peças, entre banquetas, mesas, aparadores e racks, produzidas pelo artista Renatto Alves, da The Industrial Design. Os móveis industriais são exclusivos e têm como principal característica serem fabricados com materiais básicos, como o ferro e madeira de demolição.

Para Renatto Alves, a ideia da exposição é ressaltar a beleza, as características, as influências e a sensibilidade de cada artista. Falando exclusivamente de móveis, o designer destaca que sempre desenvolveu suas criações por paixão. “Minhas peças são únicas e dedicadas a cada cliente para mostrar a beleza natural de cada material utilizado. O ferro com suas soldas aparentes e a cor cinzenta, que nenhuma tinta consegue imitar, e a madeira com seus veios, que demoraram anos ou até séculos para chegarem a um ponto inigualável, devem ser apreciados como arte. São objetos que carregam sentimentos”.

Já Armando Landi Ramos, idealizador do projeto e curador da exposição, revela que desde a infância conviveu com a paixão dos pais pela arte e o contato com o ambiente artístico influenciou sua sensibilidade. “Conheci muitos artistas, aprendi a admirar e analisar os seus trabalhos. Entendo a arte como a percepção da emoção e das ideias do artista. Cada obra tem o papel de despertar a sensibilidade e o senso crítico das pessoas. Arte não se expressa somente por uma assinatura famosa em um quadro, mas por todas as emoções e ideias que podem se originar dele. Cada obra de arte possui um significado único e expressa o universo que a inspira. Este processo traz beleza e alegra o ambiente em que ela se instala. É esse conhecimento que queremos levar aos visitantes da exposição”, finaliza.

Sobre o The Industrial Design

Há 20 anos no segmento de fabricação de produtos de ferro, Renatto Alves é um artista nato. Aprendeu a desenvolver peças de vários segmentos em ferro desde adolescente com o pai. Aos 19 anos abriu a própria serralheria e se apaixonou pela indústria.

Como artesão, enxergou uma oportunidade de trabalhar unindo o ferro que já era sua especialidade com a com madeira de demolição e passou a criar peças incialmente apenas por hobby. Desde então, o artista começou a fazer peças diferentes e exclusivas para cada cliente. Com o objetivo de ressaltar a beleza natural de cada peça, ele criou uma técnica única de oxidação neutralizada.

Sobre a AR Escritório de Arte

A empresa tem como objetivos prestar assessoria na escolha e aquisição de obras de arte a partir da pesquisa do mercado e do acervo. Trabalha no desenvolvimento de projetos de acordo com o perfil do cliente, com foco na valorização da obra e do ambiente.

Serviço: Artistas Contemporâneos do Século XXI

Abertura: 15 de setembro, às 14 horas

Período Expositivo: 15 a 30 de setembro

Local: Galeria de Arte – Alphaville Tênis Clube

Horário: Segunda a Sábado, das 9 às 21 horas e Domingo, das 9 às 19 horas

Endereço: Alameda Mamoré, 82 – Alphaville – São Paulo (SP)

Entrada franca

 

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Encuentros Abiertos – Festival de la Luz: fotógrafos do mundo em Buenos Aires

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Em seu 30º aniversário, o evento reúne artistas de 30 países, com 160 amostras distribuídas em 90 espaços, em 36 cidades da Argentina e uma entrevista exclusiva com a diretora geral falando sobre a participação de brasileiros

 

Por Fabiano Ferreira

Os Encuentros Abiertos – Festival de La Luz é um dos maiores eventos de fotografia da América Latina e celebra mais um ano com a participação de 350 artistas estrangeiros, entre convidados e selecionados pela convocatória, com destaque para a importante atuação do Brasil. O evento teve início oficialmente no dia 01 de agosto e se encerra no próximo dia 28 de setembro, com exposições, projeções, leituras de portfólios, workshops e palestras realizadas em diversas salas de artes, galerias e espaços culturais na Argentina.

A cada edição do festival é sugerido um tema e neste ano foi escolhido “Celebração pela Vida“, um resgate da união entre os seres humanos para que se identifiquem através de questões sociais ou pessoais. Para as diretoras do Festival de La Luz, Elda Harrington e Silvia Mangialargi, o propósito deste tema foi buscar estórias que façam a vida encontrar caminhos que valham a pena ser percorridos e outras que nos recordem de acontecimentos que não devemos permitir que se repitam.

Entre as exposições, destacam-se a mostra Fotografias de la VKhUTEMAS do fotógrafo russo Aleksandr Ródchenko, no CCK, Suturas de Adriana Groisman, sobre a guerra das Malvinas, Retratos de 108, do coreano Jinhyun Cha, e Comfort Women, do holandês Jan Banning, ambas sobre as escravas sexuais do exército japonês na segunda guerra mundial, no Centro Cultural de la Memoria Haroldo Conti.


Brasileiros participam com mostras em diversos espaços, entre elas, Gabriela di Bella e Guilherme Christ (Marrocos), Cassio Vasconcellos (Coletivos), Lucas Lenci (Cidades Alpha), Helena Ríos (Tudo Flui), Roberto Urtado (Uma vida ordinária), Ilana Bar (Transparências de Lar), Lu Berlese (Relicário) e Clovis Dariano (Paisagem) e as projeções dos trabalhos de Edu Simões (59), Francisco Santos (Cotidiano), Ana Rovati (Sala de Não-Estar), Mateus Sá (Lugar das Incertezas) e Elaine Pessoa (Paysages).

O Foro Internacional de Portfólios é um dos pontos altos do evento e durante uma semana, curadores, diretores de museu, galeristas e críticos especializados do mundo inteiro compartilham dos encontros individuais para avaliação de trabalhos fotográficos. Nesta edição, as leituras contaram com os curadores brasileiros Joaquim Paiva e Eder Chiodetto. Paiva, que também é colecionador e detém o maior acervo de fotografia no Brasil, levantou uma questão importante ao sugerir que quando esses eventos forem realizados no Brasil, deveriam propor a participação de artistas estrangeiros. “Eu acho que essa é uma oportunidade de participarmos mais ativamente sobre um diálogo internacional de fotografia. Precisamos nos tornar mais internacionais, para que a gente abra mais espaço e tenhamos maior presença da fotografia brasileira no exterior”, completa.

A fotógrafa curitibana Lu Berlese participou da revisão na edição anterior (2016) e ganhou, junto com a franco-argentina Eva Fischer e o chileno Andrés Figueroa, o Prêmio outorgado aos três melhores portfólios apresentados, o que rendeu uma exposição no Centro Cultural San Martín, aberta desde o dia 03 de agosto. Já o fotógrafo argentino Abraham Votroba, vencedor do Foro de Portfolio Interfestival 2017, além de expor em Buenos Aires, também foi convidado pelo Museu da Fotografia Cidade de Curitiba para expor seu trabalho Viaje Interior, no dia 07 de novembro, como forma de intercâmbio cultural.

Na sexta-feira, 17 de agosto, saiu o resultado do Foro deste ano, que premiou mais dois artistas brasileiros, Ilana Bar (São Paulo) e Paulo Coqueiro (Bahia), além do uruguaio Federico Ruiz Santesteban, que desse modo já têm exposição agendada para a próxima edição do festival, em 2020.

Confira agora a entrevista exclusiva com a diretora geral do evento, Elda Harrington, concedida no Museu de la Cárcova, durante a abertura de uma das mostras do evento.

Repórter: Hoje o Encuentros Abiertos está consolidado como o festival de fotografia mais importante da América Latina. Você poderia nos contar como o evento chegou a essa envergadura no decorrer do tempo?

ELDA: O Festival começou há 30 anos e durante 10 anos, aconteceu apenas em Buenos Aires. Ampliando o número de lugares a cada ano, até que em 1989, para celebrar os 150 anos do advento mundial da fotografia, o evento transformou-se em bienal. Em 1998, nos associamos a 21 outros festivais de 16 países, quando criamos o FOL – Festival of Light. No início, não havia mostras de fotografia na cidade. O único que havia era para especialistas em galeria de fotografia, encontros apenas para fotógrafos, os museus ainda não nos tinham aberto as portas. Não conhecíamos artistas estrangeiros, apenas os famosos que já haviam publicado algum livro, que há 30 anos, era muito pouco. Quando começamos, decidimos que nosso objetivo era difundir não apenas fotografia argentina, mas à fotografia latino- americana, a internacional, de maneira a intercambiar olhares com outras latitudes, para que nos conheçam.

Repórter: Qual a proposta do festival para que esse intercâmbio realmente aconteça?

ELDA: Para que isso aconteça, temos o Foro de Portfolios, que é uma atividade muito importante que promovemos ao longo desses anos, para que as grandes figuras do mundo, como diretores de museu, diretores de festivais, grandes colecionadores de fotografia, editores de fotografia, venham e conheçam nossos artistas. Quando digo nossos, não me refiro apenas aos argentinos, porque os brasileiros participam mais que os argentinos e ultimamente os chilenos também. Pois temos conseguido romper a cordilheira e atravessá-la, coisa que nos custou muitíssimo. Com o Brasil foi diferente porque começamos na mesma época. Nunca deixei de ir à Curitiba nos anos 90, na época das bienais internacionais de fotografia. Depois apoiei muitíssimo o Milton Guran para que fizesse o Festival do Rio (hoje, FotoRio Resiste), o Carlos Carvalho para que fizesse o Festival de Porto Alegre (FestPoA), dentre muitos outros fotógrafos brasileiros. Tenho amizade com vários deles e na medida do possível vamos nos encontrando e vamos convidando-os para participar do evento aqui em Buenos Aires. Tem uma mostra brasileira no Palácio Pereda, na Embaixada do Brasil em Buenos Aires, com vários artistas que vão ficando conhecidos aqui. É a terceira vez que a embaixada expõe nestes 30 anos as maravilhas que vocês fazem. Ali está Helena Ríos, Lucas Lenci, com “Cidades Alpha”, está Roberto Urtado, Ilana Bar com seu trabalho intimista sobre a família, que sugiro visitá-lo até o final de agosto e está muito linda. Também tem uma projeção de Elaine Pessoa, com a curadoria de Eder Chiodetto, um trabalho muito interessante. Para continuar falando dos brasileiros também temos uma projeção de nossa curadoria, com os trabalhos que foram chegando pela convocatória e se apresentam em várias províncias argentinas. Portanto temos brasileiros da Quiaca ao Ushuaia – de norte ao sul – como costumamos falar aqui, são 5.800 quilômetros de projeção, (risos). Em Buenos Aires a projeção estará no Centro Cultural de la Memoria Haroldo Conti, no Museu de Arte Decorativo, no Centro Cultural San Martín, na Casa Rodolfo Walsh e Aliança Francesa.

Repórter: Voltando a falar do Foro de Portfolios, o que é exatamente essa atividade? Acontece desde o surgimento do evento? É aberta a qualquer fotógrafo que queira participar?

ELDA: O Foro de Portfolios acontece há anos, desde 1995. É um estilo de conhecimento que se oferece aos fotógrafos e que as outras disciplinas não têm. Por exemplo, a Pintura, não tem e meus amigos pintores sempre comentam que bom seria se tivesse, porque é uma oportunidade para divulgar seus trabalhos. O festival convida curadores, diretores de museus, diretores de festivais, colecionadores, editores para que conheçam os nossos artistas. Então os participantes olham os currículos de cada revisor, que tipo de fotografia lhes interessa e se inscrevem previamente pela internet no foro de portfolios. São entrevistas privadas de 20 minutos, onde o fotógrafo pode mostrar seu trabalho. Despir-se, de certa maneira, porque o revisor diante da obra sabe com quem está falando, quem é a pessoa diante dele. Depois disso, pode haver um feedback, ou não, depende do que necessita cada fotógrafo. Também é uma oportunidade do revisor poder expor, publicar ou comprar a obra. Este tipo de intercâmbio é um invento do FotoFest Houston (bienal nos EUA), que propõe este formato há muitos anos, com o sistema de pré-inscrição. Para os fotógrafos que são muito tímidos, é uma maneira muito boa de apresentar o trabalho. Antes, o único jeito que existia era perseguir os revisores como fazíamos em Arles (França), há anos atrás e apenas os mais atrevidos conseguiam alguma coisa. Já os demais não chegavam a lugar nenhum por conta da timidez, apesar de ter uma obra maravilhosa. Em 95 estive em Houston e trouxemos esta fórmula para a Argentina. Foi um sucesso impressionante, porque sempre que viajo a um festival, ou a um evento e me encontro com fotógrafos, principalmente os latino-americanos, pergunto como eles chegaram ali e eles respondem: – “Como assim? Fui descoberto no Foro de Portfolios em Buenos Aires e me convidaram para expor aqui”. Aconteceu com dois fotógrafos brasileiros que encontrei na China. Então, é uma forma de difusão que logo se transformará numa rede e você perde o rastro, porque um vai recomendando ao outro. No fim, muitos artistas ficaram conhecidos através da revisão de portfolios de Buenos Aires ou de Houston, de Porto Alegre, do Rio que também está acontecendo por esses dias – e outras que existem na Europa. Para os artistas latino-americanos principalmente, foi muito importante ter a oportunidade de fazer-se conhecer, pois estamos longe dos centros de poder, então é uma forma de intercambiar nossos olhares.

Repórter: E em que consiste o Prêmio Foro de Portfolios?

ELDA: No final do foro de portfolios, que dura uma semana, os revisores sempre votam nos três melhores trabalhos e, na edição seguinte, fazemos uma mostra com os premiados. Nesta edição estamos recebendo no Centro Cultural San Martín o resultado da premiação de 2016. Os fotógrafos selecionados foram a brasileira Luciana Berlese, a argentina Eva Fischer e o chileno Andrés Figueroa. Ficamos muito felizes pela coincidência, porque quando os revisores votam, não têm nem ideia de que país vem o escolhido. Então, esta coincidência de terem sido escolhidos três latino-americanos vizinhos nos deixou muito contentes. A mostra está linda e estará aberta até o final de agosto. Recomendo aos interessados que olhem o site do evento (encuentrosabiertos.com.ar) para conferir a programação, porque são tantas exposições que é impossível falar de todas. Estamos apresentando 160 mostras de 30 países, em 90 espaços diferentes, em 36 localidades do país.

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Dia dos Pais – Sugestões de leitura para presentear seu pai

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Que tal presentear seu pai com um livro? Separamos uma lista com 10 livros da Matrix Editora.

 

1-      Dicionário da Gastornomia

 

 

 

Neste dicionário estão conceito, técnicas, personalidades e termos utilizados no cotidiano do universo gastronômico. Uma obra indispensável para profissional da área e para todos que se interessa pela grande arte de cozinhar.

 

R$ 99,00

2 – Puxa Conversa Futebol, de Maurício Oliveira

 

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Neste livro em forma de caixinha estão 100 cartas, cada uma com uma pergunta  para falar de um tema apaixonante: o futebol. Reúna a família ou os amigos e prepare-se para a melhor e mais divertida mesa-redonda. E, se precisar, pode ir pra prorrogação. A regra é clara: todo mundo tem direito a uma opinião, por mais polêmica que seja.

R$ 33,00

3 – Coaching de  Finanças Pessoais, de André Massaro

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Uma vida financeira sólida e saudável se faz com atitudes e decisões que nos colocam em um caminho de crescimento e de prosperidade. Neste livro em forma de caixinha você vai encontrar 100 questões que vão ajudá-lo a refletir sobre seus comportamentos, suas crenças e suas decisões financeiras. Afinal, dinheiro (e, em particular, a falta dele) é uma das principais causas de angústia e insegurança na vida das pessoas.

R$ 33,00

4 – Receitas de Pizza, de Jaqueson Dichoff

 

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Neste livro em forma de caixinha estão reunidas, além das melhores receitas de pizza, várias dicas de preparo da massa e do molho e os utensílios indispensáveis na cozinha. Você vai aprender as técnicas de um dos mais consagrados pizzaiolos do Brasil e saber como fazer pizza com massa tradicional, integral, sem glúten e de frigideira. Uma obra deliciosa para ter em casa e presentear os amigos

R$ 33,00

5 – Grandes Comentários da Internet, de Francisco José Espindola

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Bastou um comentário divertidíssimo num grupo de Facebook para que Francisco José Espínola virasse um fenômeno nas redes sociais. O “Mito”, como ele rapidamente passou a ser chamado, ampliou sua atenção para os fatos reais e bizarros diariamente mostrados pela imprensa. Mais comentários, mais curtidas, mais compartilhamentos de suas ideias hilárias. Agora, essas grandes sacadas estão aqui reunidas para você. Uma das obras de humor mais divertidas que você já viu.

R$ 46,00

6 – Bravo – 0810, de Matias Eli

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Quem disse que é preciso fazer uma opção excludente entre ter um porto seguro e ser livre no mundo? Matias Eli se tornou executivo porque esse lhe parecia o caminho mais curto para realizar um sonho que era ao mesmo tempo uma grande aventura: comprar um barco e rodar o mundo sem nada que o prendesse. Matias ocupava no Brasil a posição de vice-presidente de um banco australiano, quando, em um telefonema na madrugada, vendeu sua participação na empresa e comprou a tão almejada liberdade. Ele guardou o terno e embarcou no veleiro Bravo. Neste livro, ele narra suas aventuras ao redor do mundo, desbravando o Atlântico, o Pacífico, o Índico e um mar de gente com quem cruzou. E conta como enfrentou tempestades, capotagem, problemas técnicos e muitos desafios internos.

R$ 39,90

7 – Biografia da Televisão Brasileira, de Flávio Ricco e José Armando Vanucci

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Está no ar uma das maiores, mais extensas e significativas pesquisas sobre a história da televisão no Brasil. Os mais importantes profissionais envolvidos com a TV brasileira foram entrevistados para compor um painel amplo desse veículo que, desde 1950, cativa corações e mentes do nosso país e que se tornou um símbolo da cultura nacional, apresentando conhecimento, diversão e informação. Abra as páginas dos dois volumes e faça um passeio por novelas, telejornais, programas humorísticos e esportivos; conheça os empresários e seus canais, além dos astros e estrelas que se consagraram no meio. CAIXA COM DOIS VOLUMES. Capa de Hans Donner.

R$ 99,00

8 – Tributo a Gylmar, de Marcelo Mello

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Depoimentos de esportistas, jornalistas, empresas , amigos e empresários e outras personalidades sobre Gylmar dos Santos Neves, bicampeão mundial pela Seleção Brasileiraem 58 e 62 e muticampeão pelo Santos considerado o maior goleiro brasileiro de todos os tempos.

R$ 60,00

9 – Correr, de Thor Gotaas

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Livros sobre corrida a pé são de duas categorias: ou ensinam a correr ou mostram a superação através dela. Pela primeira vez, um autor pesquisa a fundo o assunto para nos mostrar que o ser humano corre desde que aprendeu a ficar em pé – e desde a Pré-História, por causa das suas glândulas sudoríparas e tendões da perna elásticos, tornou-se o maior corredor de longa distância do mundo. Nesta obra, você vai ver fatos inusitados sobre essa atividade física que cativa mais e mais pessoas a cada dia. Dos famosos corredores mensageiros incas, passando pela corrida ao longo das épocas e de diversos países e por lendas do esporte, como Abebe Bikila – o corredor etíope descalço que venceu a maratona dos Jogos Olímpicos de 1960, em Roma –, até as maratonas e Olimpíadas modernas.

R$ 59,00

10 – Raízes do Mito, de Isabela Fernandes e Daniel Rosa

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Um cuidadoso panorama de todas as cidades que irão sediar os jogos da Copa do mundo de 2014 no Brasil, além de toda a história do início do futebol no país e sua sagração a ‘paixão nacional’. Os principais times também encontram espaço nesta obra com sua história e belas imagens.

R$ 89,90

 

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