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Cuidados com a pele  

Dermatologista alerta para ressecamento da pele para quem frequenta muito a piscina

Você já reparou que ao ficar um tempo na piscina sua pele fica um pouco ressecada? O ressecamento da pele ocorre por um desequilíbrio na produção do manto hidrolipídico que protege a pele. “O manto hidrolipídico é uma película que recobre a epiderme. Quando alterado, a epiderme perde a sua capacidade de reter água e uma cascata inflamatória é desencadeada, em graus variáveis de intensidade, causando coceira, descamação, perda de viço. Além da alteração do manto lipídico da pele, ocorre também uma alteração no microbioma cutâneo. O microbioma caracteriza-se por micro-organismos que habitam naturalmente nossa pele e contribuem para sua perfeita função”, explica a dermatologista Dra. Daniela Neves, que tem consultório em Belo Horizonte.

Todas essas alterações que provocam o ressecamento da pele podem ser desencadeadas por fatores intrínsecos (diabetes por exemplo) e extrínsecos (exposição ao cloro). “O cloro presente na água das piscinas é uma importante causa extrínseca de ressecamento da pele e dos cabelos já que interfere negativamente na película lipídica da pele além de alterar o microbioma cutâneotem (o cloro é usado na água das piscinas por sua ação bactericida)”, alerta a médica que atuou na revisão e na tradução do livro “Dermatology, Second Edition” de Jean Bolognia, MD (Yale School do Medicine).

O sol também pode agravar o ressecamento da pele.  ” A exposição solar também afeta negativamente o manto lipídico da pele. A radiação ultravioleta diminui a produção de lipídios pela pele deixando-a ressecada. Nos casos de exposição crônica, a pele seca e craquelada faz parte do conjunto de alterações da pele conhecida como dermatoheliose (envelhecimento da pele causada pelo sol: ressecamento, rugas, manchas …)”, detalha Dra. Daniela.

A dermatologista explica ainda que o ressecamento da pele, por representar uma alteração da função epidérmica, pode causar doenças como dermatites e infecções bacterianas, virais e fúngicas. E complementa: “os cabelos também se tornam porosos e quebradiços”.

Dra. Daniela Neves apresenta dicas para quem frequenta muito a piscina melhorar a hidratação da pele:

  • água termal caracteriza-se pela presença de minerais na sua composição! Essa água pura e enriquecida com selênio e zinco, por exemplo, ajuda a reequilibrar a pele danificada tornando-a mais hidratada e menos sensibilizada. É uma excelente opção de hidratação para pacientes com pele oleosa, que não se adaptam a cremes emolientes!
  • Os cremes hidratantes são os nossos grandes aliados no tratamento da pele seca! São os responsáveis por devolver os lipídios perdidos. A pele do rosto e do corpo devem receber cremes hidratantes pelo menos uma vez ao dia. O creme hidratante para o rosto geralmente difere do creme corporal já que o rosto é mais rico em glândulas sebáceas (o creme deve ser não comedogênico)! O melhor momento para usar o creme hidratante é com a pele ainda úmida no pós banho!
  • Os óleos funcionam muito mais como uma barreira protetora do que como hidratantes. O uso de óleos durante o banho ajuda a preservar a barreira lipídica da pele protegendo-a, por exemplo, da ação detergente dos sabonetes e da cetose caudada pela água quente!

 

Fonte: Dra Daniela Neves

Título de especialista pela Sociedade Brasileira de dermatologia (2009).  CRM MG 43.317.

Especialização no serviço de dermatologia do Hospital Santa Casa de Belo Horizonte (2007 a 2009).

Participou da revisão na tradução do livro ” Dermatology, Second Edition” de Jean Bolognia, MD (Yale School do Medicine).

É Co – autora do capítulo “Lasers, luzes e tecnologias afins em cirurgia ambulatorial” do livro Cirurgia Ambulatorial.

Tags : dermatologistaDra. Daniela Nevespele
Bruna Munhoz

The author Bruna Munhoz

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