It Moms

Ídolos, crianças e etc…

Idolo

Quando eu era criança a minha roupa preferida era uma fantasia feita pela minha madrinha de Scarlet O’Hara (sim, aquela de …E O Vento Levou. Sim, aquele filme velho). Eu cheguei a ir fantasia em um carnaval na escola (me julguem) com um vestido enorme e um saiote engomado pela minha avó, que me deixou parecida com um muffin. Era a odalisca, a cigana, a baiana e eu, a Scarlet. E juro que eu me sentia muito poderosa com aquela roupa. Era como se eu fosse a dona do mundo.

Aí eu cresci, o vestido da Scarlet deixou de servir, minha madrinha não fez outro e eu mudei de referência. Saiu a classuda Scarlet e chegaram as peruas da novela (juro, eu AMAVA a Mary Matoso, de Vamp e se você tem menos de 33 anos, procure no Google e ria…), depois lembro que eu achava o máximo a Scully de Arquivo X (paixão que carrego até hoje: o seriado e a personagem) e depois a Magda do Sai De Baixo (o que confirma a teoria de que eu alternava mulheres fortes com as tapadas, o que deve mostrar um pouco a minha personalidade igualmente bipolar…hehehe). Aí a idade veio (mais) e passei a deixar de lado aquela louca idolatria para admirar mulheres da vida real. Gente como a gente (mais ou menos, a fama e a conta bancária nos separam), que mostram suas forças, mas as suas fraquezas também. E mais, com o meu trabalho em comunicação, tive a chance de conhecer algumas pessoas famosas e você, com o tempo, passa a entender ainda mais como elas são tão normais quanto você. Gisele Bündchen, Ana Paula Padrão, Paola Carosella, Idina Menzel (dá Google de novo, se quiser saber quem é) são algumas das mulheres que admiro, principalmente pela sua humanidade.

Aí vocês me perguntam…e o que isso tem a ver com o post? Tudo. Porque a menina que se achava a Scarlet O’Hara cresceu e teve uma filha. Aqueeeeela, da primeira postagem. E essa filha, assim como ela, tem seus ídolos. E são pavorosos…. A internet criou uma série de personagens que são referências para as meninas e meninos dessa nova geração. Mas, ao contrário do que via quando eu era menor, esses ídolos da garotada são muito mais superficiais. Não carregam um grande conteúdo. Não “agregam valor ao camarote”. E conquistam uma legião de fãs.

Madu é apaixonada apela Kéfera. Apaixonada nível ter encontrado com ela e corrido de vergonha porque não acreditava que elas poderiam estar no mesmo lugar. Depois se arrependeu porque “não tinha tirado uma foto e não poderia provar para as pessoas que elas se conheciam” (palavras dela). E eu juro que não tenho nada contra a Kéfera, nada mesmo. Acho que uma pessoa que consegue ser seguida no Youtube por 10 milhões de pessoas é alguém que sabe se vender e por isso tiro meu chapéu pra ela. Mas não entra na minha cabeça que 10 milhões de pessoas gostam de ver uma pessoa que arrota e solta pum nas câmeras. Assisti alguns vídeos e depois desisti. Não entendi a graça, mas ok, vida que segue. E além da Kéfera, Madu se diz fã de mais meia dúzia de Youtubers que não sei de onde vieram, mas que eu, com meus 33 anos, acho a coisa mais sem graça do mundo. Ela não. Ela adora. Só não assiste a mais vídeos porque eu descobri aquela ferramenta maravilhosa chamada “Parental Control” e os vídeos mais cheios de palavrões são bloqueados.

Dia desses sentei para conversar com a Madu depois de ouvir um “eu faria de tudo pra poder conhecer fulana de tal porque ela é demais”. Aí movida pela TPM que me assola resolvi que era hora de explicar para a Madu que “gente famosa” é tão gente como ela. Não são ETs, não precisam ser reverenciados e, mais do que isso, não precisam de escândalo quando se encontra com eles (vide o encontro com a Kéfera). Expliquei que em nosso círculo social conhecemos pessoas famosas (beijo Van, beijo Fabi) que ela – Madu – conhece e sabe que são pessoas como ela. Ouvi um “Ah é…verdade” meio debochado, mas é fato que depois dessa conversa, ela passou a deixar seus ídolos menos longe do Olimpo e mais perto da realidade dela.

Talvez ela ainda encontre uma dessas pessoas que admira, mas espero que ela saiba conversar com essa pessoa sabendo que é uma pessoa de carne e osso, sem grandes exaltações. Pode tirar foto? Claro, por que não? Mas sem chorar, gritar, se descabelar. Palavras de uma pessoa de 33 anos.

Aí vocês me perguntam: você faria a mesma coisa? Se portaria finamente quando encontrasse uma pessoa que realmente admira? Claro que sim, sempre.

A não ser que essa pessoa fosse a Laura Pausini, aí eu ia simplesmente surtar e tirar foto e fazer snap e tudo mais que tiver direito e…. é melhor parar por aqui…

Um beijo e até a próxima

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Tatiana Fanti

The author Tatiana Fanti

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