Moda

SPFW N43 Dia 2

O segundo dia da semana de moda foi marcado por marcas estreantes, polêmicas e ensinamentos de veterano.

Lino Villaventura -O veterano transmite a imagem de que saiu às ruas e flertou com um humor mais dark, aquele dark jovem e fácil de pegar.


Caminhando de looks todos brancos, camisaria e vestidos oversized até as cores mais escuras combinadas com xadrezes ou estampas que lembram manchas, quase um tye dye, Lino trouxe sobreposições com o volume e camadas e os sneakers baixinhos não deixaram os looks saírem da “medida street”.


Lolitta mostrou na passarela o amadurecimento e desejo de sair da zona de conforto, trabalhando com a modelagem mais ampla que começou a tomar força na última temporada. Suas peças mais conhecidas são as “body conscious“, com shape justo, e o trabalho com faixas e recortes.

“Moletons, veludo, parkas… Todas essas coisas que não existiam no meu mundo antes, resolvi experimentar. Esse street style me pegou”, contou Patricia Bonaldi no backstage quando a entrevistei.

E foi exatamente isso que vi!


Com uma a série que mais se conecta com essa nova inspiração, onde o streetwear se faz mais presente na Patbo: as peças com pinturas inspiradas em Basquiat, num maximalismo esportivo: explosão de cores e um shape mais solto e esportivo.


Estreante na passarela, com o styling fabuloso que se apresentou,a marca mineira Two Denin mostrou peças que transbordam qualidade, utilizando as lavagens mais claras, alternando com o branco, e com outros materiais, posicionou muito bem a marca.


Suspeita que sou para falar da marca, Gig Couture é um bom exemplo da moda urbana que dialoga com a geração que busca referências em outras épocas, revive outros tempos sem necessariamente se aprofundar, entendendo as superfícies e usando o styling para criar novos formatos. Em alguns momentos mais glamoroso, em outros mais street, ainda que um street bem elaborado.

Em um desfile pocket, o resultado na passarela de Vitorino Campos foi uma coleção bem estruturada, com combinações de cores e formas que causam desejo e estão bem conectadas ao gosto contemporâneo. O ar geral é de um grunge renovado, mais nobre, com pitadas de glamour cintilante anos 80. Do grunge as peças trazem o aspecto xadrez, as modelagens com pitadas de oversized, ainda que um oversized bem controlado, com consciência do corpo.

Outra estreante na passarela, Sissa de Alessandra Affonso Ferreira lançou sua coleção em seu Ateliê. No cenário, seu trabalho real … Cronogramas, maquinários, linhas, pedaços de tecidos, croquis, em meio ao calmo desfile.

No moodboard do ateliê, muitas fotos dos pais, das tais cangas, do ambiente em território africano. E também dos murais de Brennand, que ela viu na casa de amigos dos pais durante a infância no Nordeste. Um mix de pesquisa externa e interna, imagens de fora e da família. E assim a roupa ganha outro peso quando vem carregada de uma narrativa real.

Sensação de flashback esteve presente no desfile da Ellus … no mood, a marca olhou para seu arquivo e resgatou ícones de sua história, como jaquetas de couro, coturnos e, claro, o jeans. O cachorro doberman que entrou na passarela também é o mesmo que fotografou para uma campanha antiga.

A coleção tem foco no couro e na alfaiataria, com muitas boas opções de calças, jaquetas e camisas. Há ainda vestidos e blusas mais românticas

O ponto alto da proposta, é a onda #FreeTheNipples e a censura em torno do assunto.


E assim, fechando mais um dia!

Cacá Filippini

The author Cacá Filippini

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