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Violência contra a mulher: Lei Maria da Penha comemora 13 anos de conquistas e desafios

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Especialista em Direito e Processo penal destaca avanço legislativo e pouca eficiência do estado

A Lei 11.340/06, batizada como Lei Maria da Penha, completa 13 anos nessa semana e foi responsável por modificar a disciplina jurídica aplicável às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Segundo o especialista em Direito e Processo Penal, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e sócio do escritório Cury & Cury Sociedade de Advogados, Rogério Cury, a implantação da lei trouxe uma nova estrutura e, consequentemente, um avanço legislativo fundamental no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Criada em 2006, a Lei Maria da Penha cria medidas protetivas e de urgência e estabelece a atuação da autoridade policial para o enfrentamento deste tipo de violência e também traz medidas para o acolhimento da vítima, assim como estabelece a criação de juizados. “Ela faz com que crimes como a lesão corporal sejam atos infracionais que independem de ação da vítima para que haja ação por parte do Ministério Público, o que é muito importante”, exalta Cury.

Por outro lado, o jurista mostra preocupação com a falta de estruturação do estado para acompanhar a legislação. “É necessário, ainda, um esforço muito maior do estado para que se faça, efetivamente, valer tudo aquilo que a Lei Maria da Penha, acertadamente, prevê para que essas mulheres sejam melhor atendidas” , diz.

Entre os pontos que carecem de melhoria no atendimento às vítimas, o advogado menciona o aumento no número de delegacias e varas especializadas, e um trabalho anterior à violência, com educação e conscientização.

Mais de 1,6 milhão de mulheres foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento no Brasil, de acordo com levantamento do Datafolha feito em fevereiro encomendada pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) para avaliar o impacto da violência contra as mulheres no Brasil.

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Economia colaborativa e afetiva: tendência e realidade

I Fórum Escambo de Luxo – Foto Claire

A economia colaborativa é uma maneira inovadora de fazer negócios trocando talentos e serviços, economizando, promovendo a sustentabilidade, estreitando relacionamentos e criando oportunidades de mercado.

Um novo jeito de fazer negócios vem chamando a atenção e aumentando a cada dia no país e é por meio da economia colaborativa. Esse formato, no qual a moeda não é uma troca convencional, conecta pessoas ou empresas que podem oferecer o que o outro necessita.

Atualmente, diante do cenário de transformação das relações de consumo, sai na frente aquele que tem um olhar criativo e consegue enxergar oportunidades na crise. A economia colaborativa e afetiva contribui para que isso aconteça.

O conceito é simples: “Em primeiro lugar estar aberto para sentir, em seguida, disposto a colaborar com o outro através de seus talentos”, diz Regina Watson, fundadora do grupo Escambo de Luxo, pioneiro em economia colaborativa no Brasil.

Regina Watson criou o grupo em 1990, em São Paulo. Inicialmente, as reuniões eram presenciais, com participantes das áreas de comunicação, cultura, ciências sociais e empresários.
As reuniões aconteciam na maioria das vezes em forma de pequenos jantares em sua casa, como alternativa para estreitar relacionamentos mais seguros e confiáveis.
A partir daí, consequentemente, o grupo foi se propagando e disseminando para outras tecnologias, passando pelo fax, e-mail, orkut e migrando para o Facebook, onde continua ativo até hoje e segue em busca de investidores para atuarem por meio de uma plataforma.
A rede colaborativa Escambo de Luxo conta com quase 12.000 pessoas selecionadas dentro do Facebook e somente madrinhas ou padrinhos podem indicar novos membros.
Regina idealizou o grupo apostando sempre na contribuição de sanar a dor do outro em primeiro lugar e, consequentemente, os negócios acabavam sendo gerados, ora por conta de reputação e referências, ora por afinidade imediata nos posts. As trocas não são medidas por valor, tempo ou graduação. Esse é o grande diferencial da rede afetiva e genuinamente colaborativa.

Para divulgar, propagar e exercitar o tema, o grupo Escambo de Luxo promove no dia 15 de agosto, na ESPM, em São Paulo, o II Fórum de Economia Colaborativa e Afetiva na Prática.
O evento busca disseminar a cultura de doação e colaboração, inspirando com histórias reais de pessoas que doaram e receberam afetividade, e geraram negócios doando ou trocando seus talentos e serviços de maneira inovadora. A entrada é gratuita.


SERVIÇO

II Fórum de Economia Colaborativa e Afetiva na Prática
Cronograma:
l) Painel no formato tradicional de conferência
ll) Painel no formato desconferência
lll) Momento conexão
*14:00 – Início do credenciamento presencial
*14:15 – Abertura da lista de espera dos pré-inscritos presencial
*14:30 – Abertura do evento
*15:00 – Início Painel l  – Conferência
*16:30 – Coffee break
*16h45 – Início Painel II – A caminho da desconferência
*18:20 – Início Painel lll – Conexão 360º  (com coffee break)
*19:30 – Encerramento

Acesse o evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/216669959051941/
Contatos:
E-mail: [email protected]
WhatsApp: (11) 9952-44424

II Fórum de Economia Afetiva e Colaborativa na Prática - Imagem Divulgação
II Fórum de Economia Afetiva e Colaborativa na Prática – Imagem Divulgação

Sobre o grupo Escambo de Luxo:

A Rede de economia afetiva e colaborativa, Escambo de Luxo, desenvolveu um modelo igualitário, sustentável e integrado. Almeja a construção de uma plataforma sólida e consistente, com soluções diante as dificuldades econômicas e crise atual.
Contando com inovações e visões empreendedoras, desenvolveu novas soluções, desenhou um modelo de negócios lucrativo, com monetização, validação de usuários, criptomoedas e escala.
Está pronta para tornar-se uma start-up, em fase de captação de recursos e buscando por investidores. Trata-se de uma rede universal de pessoas do bem, afetiva, capaz de ressignificar vidas por meio de talentos onde a velha economia não é capaz de quantificar em valores ou qualificar de maneira acadêmica, usando a moeda afetiva como instrumento de empoderamento e transformação social.É uma forma simples e efetiva de fomentar ainda mais negócios, estreitar relações duradouras e confiáveis.

Sobre Regina Watson:

Regina Watson - Foto Divulgação
Regina Watson – Foto Divulgação

Regina Watson é formada em Jornalismo, Publicidade & Propaganda, Relações Públicas, Educação Física e se pós graduou em Comunicação voltada para o Terceiro Setor. Fez vários cursos de extensão na área de Marketing, Comunicação e atividades físicas.
Foi bailarina clássica no Brasil e Europa onde viveu uma longa temporada. Ao retornar ao Brasil resolveu abrir a primeira escola particular de ballet clássico profissionalizante voltada para o terceiro setor, a Escola Paulista de Dança. Também desenvolveu atividades para crianças em uma grande rede de academias do Brasil, além de apresentar o telejornal Rural, transmitido pela Bandeirantes.
Atualmente trabalha como fomentadora e facilitadora de negócios através de rodadas negociadoras, faz por paixão captação de recursos para os amigos, é gestora do grupo de trocas de serviços e talentos Escambo de Luxo, grava na Green FM para o programa Regina Watson, investiga o Planeta, administradora de redes sociais, dá apoio ao novo empreendedor, é locutora e dubladora, criadora de eventos inusitados, grava material para o canal do YouTube “Mulheres Acima de 50 pelo mundo”, entre outros.Ainda consegue tempo para abraçar projetos inovadores na área da educação, saúde, envelhecimento, comunicação e ser mãe de três filhos.

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Porque o pole dance se tornou o ‘queridinho’ da mulher moderna

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prática ajuda na autoaceitação, alivia o estresse e beneficia corpo e mente no pós-parto

Mayra Cordeiro

Vanessa Reichert

Priscilla

Exercício físico, dança, esporte. Essas são as palavras que definem o pole dance, modalidade na qual são realizadas performances e movimentos com o corpo utilizando-se uma barra vertical como apoio.

Por muito tempo o pole dance foi visto apenas como dança sensual. Em 1996, o filme ‘Striptease’, estrelado pela atriz Demi Moore trouxe cenas eróticas de sua personagem no pole dance, o que contribuiu para que a modalidade ficasse atrelada à sensualidade.

Certamente ela não perdeu esta faceta, mas hoje é também encarada como esporte, com campeonatos de alto nível técnico, e como prática fitness.
A verdade é que o pole dance se consolidou no Brasil e caiu nas graças das mulheres, como no caso de Vanessa Esteves Reichert, professora de pole dance há 8 anos e uma das sócias do estúdio V, localizado no bairro Vila Madalena, na capital.

Aberto há pouco mais de um ano, o estúdio nasceu de uma amizade com sua aluna e sócia, a publicitária Mayra Cordeiro. Elas e as praticantes de pole, Priscilla Lombardi e Kathia Calil elencaram as cinco principais razões do pole dance ter se tornado o queridinho da mulher moderna:

1) Auto aceitação e relação positiva com o corpo

O pole tem efeitos incríveis na relação da mulher com o corpo, começando pelo uso de roupas bem curtas, que favorecem o atrito da barra com a pele. “Durante as aulas precisamos nos encarar em um espelho enorme com roupas pequenas, nos fazendo enfrentar nossos próprios preconceitos com o corpo”, explica Vanessa.

As aulas, portanto, acabam sendo um grande processo de auto aceitação. “As alunas passam a se gostar mais e percebem que são mais fortes e bonitas do que imaginavam”, acrescenta Vanessa.

Para a gerente comercial e aluna de pole há 1 ano e meio, Priscilla Lombardi, de 29 anos, a prática acaba até sendo uma sessão de terapia. “Eu sempre fui muito magra e já sofri bullying por isso. No pole, você passa a se amar mais”, revela.

2) Pós-parto: reencontro com o corpo

A maioria dos médicos não recomenda o pole dance durante a gravidez, por ser uma atividade com alta probabilidade de queda. No entanto, a prática é recomendada no pós-parto, quando muitas mulheres buscam se reconectar com seu corpo.

É o caso da atriz de 31 anos, Kathia Calil. Praticante de pole dance há três anos, ela voltou às aulas um mês após o parto. “Fazer uma atividade que traz força corporal e emocional é muito importante porque eu preciso estar bem para poder fazer bem à minha filha”, relata a atriz que costuma levar sua filha, a Morena de 3 meses, para as aulas.

O pole dance também pode ser um aliado se o foco for o resgate da sensualidade, muitas vezes deixada de lado com a maternidade. “O legal é que você coloca a sensualidade nos movimentos e na dose que quiser”, relata Priscilla.
Mulheres maduras, mães ou jovens: o pole ensina que todas podem ser sensuais.

3) Estresse e ansiedade: vilões da mulher moderna

Com a dupla – ou até tripla jornada de trabalho – as mulheres têm enfrentado, com frequência, problemas emocionais como o estresse e ansiedade.

A prática do pole ajuda a aliviar as tensões não só porque as alunas “se desligam” durante as aulas, mas porque o pole ensina a lidar com desafios e frustrações. “Fazemos coisas incríveis: ficamos de ponta cabeça e dobramos o corpo de formas inimagináveis. Mas nada disso é fácil. Precisamos de treino e dedicação. Depois das aulas, essa força interior também é levada para as outras esferas da vida”, comenta Vanessa.

Para Kathia, força e equilíbrio são o que faz do pole uma modalidade fascinante. “Cada aula é um desafio do seu limite. A cada desafio superado, você se sente mais capaz e mais forte também”, finaliza.

4) Pole Fitness: alternativa à musculação

Nem todas as mulheres gostam das tradicionais academias de ginástica. Umas porque acham a atividade monótona, outras porque não gostam do ambiente, por considerarem-no competitivo. “Os estúdios de pole são um ambiente mais feminino e mais acolhedores”, comenta Priscilla.

No estúdio V, as aulas começam com aquecimento, seguido de uma série de fortalecimento, movimentos como giros e inversões, e termina com relaxamento. “O pole trabalha todos os músculos de uma vez só e as aulas são todas de nível misto, ou seja, cada aluna treina e se desenvolve no seu ritmo”, resume Vanessa.

Além disso, o pole dance é inclusivo, não havendo restrição de idade ou peso. Em 2 meses, em média, as mulheres começam a fazer movimentos com maior exigência de força, e a ver resultados no corpo. “O primeiro mês é o mais difícil, mas é uma questão de treino. Cada pessoa evolui de forma diferente e todo mundo é capaz de aprender”, finaliza Vanessa.

5) Mulheres unidas… jamais serão vencidas!

A união e amizade que nascem entre as praticantes de pole ganhou um apelido carinhoso: pole friends. “Todas têm objetivos em comum: se desafiar, se superar e se amar. Por ser difícil no começo, elas se unem e comemoram juntas um giro ou movimento novo”, conta Vanessa.

A empresária e publicitária, Mayra Cordeiro frequentou as aulas de Vanessa por um ano e meio, período que transformou seu estilo de vida. “Emagreci 10Kg e fiquei mais leve de corpo e espírito”, resume.

A relação de amizade com sua professora também fez nascer uma sociedade entre elas. “Queria o pole mais presente na minha vida. Ao mesmo tempo, acreditava que era preciso eliminar o preconceito e disseminar o quanto o pole é tudo de bom: emagrece e é divertido”, lembra Mayra.

Foi quando convidou Vanessa para montar o estúdio V, que já está em seu segundo ano de funcionamento e que, a cada dia, cativa mais mulheres com seu universo mágico e saudável. “Lá eu esqueço dos problemas que uma mulher do mundo modero tem com a casa, empresa, família, saúde, etc.. Lá é o meu – e só meu – momento”, finaliza Mayra.

Kathia  Calil

Vanessa  ReichertPriscilla

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Da garagem de casa, para o mundo

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Da garagem de casa, para o mundo

Em 2015, Edmara convidou algumas amigas, para comemorarem seu aniversário, em um café da tarde. Para isso, precisou de um bolo, bem bonito, mas ela mesma queria fazê-lo. Assim, sem receita e, principalmente, sem saber confeitar bolos, procurou a ajuda de alguns amigos e pegou receitas no youtube. O sucesso do bolo foi tão grande que, ela passou a fazer os bolos de comemoração, dos aniversários da família inteira.

Com apenas 5 fotos de bolos, que divulgou nas redes sociais, logo virou sucesso e começou seus cursos. Em um determinado dia, foi dormir Edmara e acordou Mara Cakes. E o que eram apenas aulas simples, na garagem de sua casa, tornaram-se grandes cursos e seu nome virou referência por todo o Brasil e até fora dele.

Foi escolhida para palestrar no Congresso Internacional de Confeitaria Artística, em meio a tantos confeiteiros já consagrados. As palestras desse congresso, normalmente registravam um público de 600 pessoas. Em sua palestra, bateu o recorde, com até 6 mil pessoas online, assistindo.

No exterior, ministrou cursos na Itália e sentiu a necessidade de se especializar mais, fazendo cursos de formação de professores da Wilton, que é o maior nome de produtos para confeitaria do mundo. Visitou grandes confeitarias em Paris e Londres. Fez cursos na Inglaterra e Espanha e esteve no maior congresso de confeitaria do mundo. Voltando ao Brasil, publicou dois livros de receitas de sua autoria e um DVD com mais de 30 vídeo-aulas. Hoje ela tem um total de mais de 12 mil alunos espalhados pelo Brasil e em 16 países, com 350 mil seguidores em todas as suas redes sociais.

“E o meu trabalho segue fazendo sucesso. Sei que, ainda tenho muito a aprender. Mas hoje, se parasse por aqui eu já estaria satisfeita. Pois foi muito além do que podia imaginar. Ser reconhecida no aeroporto. Ser seguida e admirada por tantos. Isso não tem preço”, conta Mara.

Aos 38 anos de idade Edmara jamais imaginou viver os melhores dias de sua vida se sentindo realizada profissionalmente e atribui todo esse sucesso rápido, em uma dica para quem está começando: “Acho que, cada um precisa acreditar mais em si mesmo. E, principalmente, fazer ao próximo somente aquilo que deseja para a própria vida. Acho que, a receita do sucesso, está na última frase”.

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