Saúde

Disfunções temporomandibulares em crianças com necessidades especiais

Disfunções temporomandibulares em crianças com necessidades especiais
Diagnóstico e tratamento adequado são fundamentais para tratar e evitar dores
As disfunções temporomandibulares (DTMs) são caracterizadas por dor orofacial com distúrbios associados à articulação temporomandibular (ATM) e aos músculos da mastigação. Sua prevalência média é de 40 a 60% na população em geral, com a maioria dos sintomas de DTM relatados por pacientes com idade entre 20 e 40 anos, porém, crianças e adolescentes também podem apresentar sinais e sintomas de DTM/DOF, assim como portadores da Síndrome de Down e com necessidades especiais, que apresentam mal oclusão e hipotonia muscular, que são fatores de risco para a DTM.“Os sinais e sintomas de DTM, principalmente em pacientes na fase de crescimento e desenvolvimento são transitórios, flutuantes e autolimitantes, mesmo assim podem apresentar efeitos negativos sobre a qualidade de vida”, comenta a Profa. Dra. Adriana Lira Ortega, odontopediatra com mestrado na área de DTM e dor orofacial e doutorado em pacientes especiais, além de membro da SBDOF (Sociedade Brasileira de Dor Orofacial).

Dra. Adriana traz como tese o tratamento de DTM em crianças com síndrome de down. “O protocolo que utilizamos no tratamento de uma criança normoreativa é o mesmo que utilizamos em uma criança com necessidades especiais”. De acordo com ela, os pais precisam ficar atentos a relatos de dores na face próximo ao ouvido, na região dos maxilares e caso a criança não verbalize, prestar atenção se ela aperta essa região com as mãos, mostrando uma face dolorosa. “Algumas crianças chegam a evitar determinamos tipos de alimentos mais duros, pois sentem dor quando a musculatura entra em função. Outro sintoma comum é o estalo da mandíbula”, alerta a especialista.

A odontopediatra explica que o tratamento clínico é o primeiro passo para cuidar da DTM e a prioridade é tirar a dor do paciente, mesmo que posteriormente seja necessária uma intervenção cirúrgica. “O tratamento tem como objetivo eliminar as inflamações musculares e articulares, melhorando o limite dos movimentos da mandíbula. Cada paciente é um caso específico, por isso indicamos uma avaliação individual e em casos de permanência dos sintomas, o ideal é buscar ajuda de um profissional da área qualificado”, finaliza Dra. Adriana.

Tags : DTModontopediatriatemporomandibulares
ANA PAULA FELIX

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