Saúde

Especialista alerta para os perigos das DSTs no Carnaval

Os bloquinhos estão a todo o vapor! Com a chegada do Carnaval vêm muita bebida, diversão e sexo. Enquanto a preocupação de muitos é decidir quais serão as fantasias para cair na folia, os cuidados durante o sexo acabam ficando em segundo plano, ou nem entra nos planos dos foliões, o que aumenta os riscos de doenças sexualmente transmissíveis, as famosas DST’S.

De acordo com estudo publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), são contabilizados, todos os dia no mundo, mais de 1 milhão de casos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) curáveis entre pessoas de 15 a 49 anos. E essas doenças estão em alta no Brasil, é o que prova os dados coletados pelo Ministério da Saúde. A sífilis é o caso mais alarmante, segundo últimas publicações sobre o assunto: foram 158 mil notificações da doença em 2018, levando a uma taxa de 75,8 casos para cada 100 mil habitantes — em 2017, eram 59,1 casos/100 mil habitantes.

“Na última década houve um relaxamento da prevenção, tanto da AIDS quanto do HIV, que acaba trazendo à tona todas as outras doenças sexualmente transmissíveis. Ninguém procura um ginecologista para se prevenir de doenças, normalmente elas procuram para prevenir uma gestação indesejada. No momento que é feito um planejamento familiar, é a oportunidade que nós temos de passar para o paciente o conceito de sexo seguro, que consiste em evitar uma gravidez indesejada, que diminui o risco de abortamentos clandestinos e também diminui o risco de contrair as DST’S: HIV, Sífilis, Gonorréia, Clamídea… uma série de doenças”, explica o Dr.Paulo Gallo, ginecologista, especialista em reprodução humana e diretor-médico do Vida- Centro de fertilidade.

As mais decorrentes são: gonorréia, clamídia, a sífilis, hepatite B, candidíase e condiloma. Infelizmente nem todas tem cura, como é o caso do HTLV, o HIV, e da hepatite B, que com tratamento podem ser controladas.

Segundo o especialista, a atenção precisa ser redobrada neste período de Carnaval por conta da bebida e da busca pela felicidade, procurada muita das vezes a qualquer preço. Com certeza. “A pessoa embreagada acaba perdendo um pouco o limite, o linear de responsabilidade. Não é que o carnaval aumente o risco, o comportamento durante o carnaval acaba tirando um pouco a responsabilidade.”

Vale lembrar que nada protege 100%. A própria camisinha pode romper durante o ato sexual e principalmente se não for colocada da maneira correta. Não protege 100% mas diminui a acentuadamente o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis. 

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Bruna Munhoz

The author Bruna Munhoz

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