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O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE PARASITAS NOS PETS?

Sejam eles internos ou externos, os parasitas são um problema recorrente em cães e gatos, e podem provocar diversas enfermidades. O veterinário Ricardo Cabral, da Virbac, comenta sobre os tipos mais comuns em pets, as maiores incidências e as principais maneiras de prevenir que o animal se contamine com essas pragas.

O parasita é um organismo que retira de outros organismos os recursos necessários para a sua sobrevivência, podendo viver tanto fora como dentro do corpo do hospedeiro. No caso de cães e gatos, pulgas e carrapatos são exemplos de parasitas externos, que vivem ou invadem sua pele ou pelo. Já os parasitas internos são organismos que se alojam, crescem e se alimentam dentro do corpo dos pets, como é o caso de vermes intestinais e verme do coração, por exemplo.

“Cada um tem sua característica própria, ciclo de vida e forma de contágio diferente, por isso, é muito importante entender suas particularidades para prevenir o pet da melhor forma”, explica o veterinário Ricardo Cabral, da Virbac — indústria farmacêutica veterinária. Confira os principais parasitas em cães e gatos, como identificar os sintomas e formas de prevenir e tratar:

Vermes intestinais e giárdia (parasita interno)

Os vermes mais comuns nos pets são os intestinais, que podem ser redondos, como Ancylostoma ou Ascarídeos (lombrigas) ou chatos como o Dipylidium caninum, que se alojam no intestino delgado do animal e podem trazer diversos problemas de saúde. Já giárdia é um protozoário que adentra o organismo do animal, causando infecções.

Sintomas:
Diarreia, pelagem opaca, fraqueza, apatia, vômito, tosse, perda de apetite e peso são alguns dos sinais que podem indicar uma possível infestação de verminoses no animal de estimação. “Os sintomas devem ser analisados o quanto antes, pois podem levar o animal ao óbito”.

Incidência:
Os vermes e giárdia não dependem do clima ou temperatura para surgirem, podendo aparecer em qualquer época do ano e em qualquer região. “Quando os animais vivem em conjunto ou comunidade, como é o caso dos canis, é perceptível uma maior incidência das verminoses, já que para fechar o ciclo do parasitismo existe a dependência de um contato orofecal”.

Prevenção e tratamento:
Manter o ambiente higienizado é o primeiro passo para a prevenção dos vermes. “A limpeza das fezes e urina deve ser feita, de preferência, após a defecação”. Além disso, é necessário realizar frequentemente a prevenção através de vermífugos — remédios administrados em cães e gatos, de maneira oral, e que combatem as verminoses. “No mercado, existem várias opções de vermífugos, mas o importante, além de consultar um veterinário, é escolher uma marca que seja tradicional e confiável no ramo”.

Verme do coração (parasita interno)

Também conhecido como dirofilariose canina, o verme do coração é um parasita que afeta o sistema cardiopulmonar dos cães domésticos e silvestres.

Sintomas:
No início, a doença pode não ter sintoma algum. Posteriormente, os cães e gatos podem apresentar problemas respiratórios, como respiração acelerada ou respiração curta e rápida, tosse e cansaço fácil, além de perda de peso, apatia e fraqueza. Quando os vermes adultos se alojam no coração, os sintomas de insuficiência cardíaca como tosse e cansaço fácil podem se intensificar.

Incidência:
“O verme do coração possui uma característica de sazonalidade mais marcante, já que sua transmissão aos cães depende de um mosquito vetor. Esse mosquito prefere se reproduzir em épocas com mais calor e chuvas, como no verão. No Brasil, no entanto, regiões mais quentes e úmidas, como regiões litorâneas ou próximas a lagos e represas, podem ter uma prevalência alta da doença durante todo o ano”.

Prevenção e tratamento:
Assim como a prevenção dos vermes intestinais, os vermífugos auxiliam na proteção contra o verme do coração, contribuindo para que o cachorro não seja picado pelo vetor. “Primeiramente, a consulta com o veterinário é essencial para que este indique o melhor vermífugo ao seu animal. Os vermífugos que previnem o verme do coração devem ter em sua composição princípios ativos específicos para este fim, como a ivermectina, e devem ser administrados todos os meses para uma proteção correta”.

Pulgas e carrapatos (parasita externo)

Estão entre os parasitas externos mais conhecidos e que são apresentados em grande quantidade em cães e gatos. “Os carrapatos são aracnídeos que se alimentam do sangue do hospedeiro. Já as pulgas são pequenas e ágeis, o que as tornam esquivas e difícil de visualizá-las”.

Sintomas:
Um forte sinal de que seu animal pode estar com pulgas e carrapatos é a coceira. Muitos cães e gatos são alérgicos à saliva destes parasitas e, se livrar deles, é o primeiro passo para o controle eficaz da alergia. Em situações mais graves de parasitismo, cães e gatos podem apresentar sintomas mais graves como perda de peso e anemia. O problema maior, é que pulgas e, principalmente os carrapatos, são transmissores de muitas doenças infecciosas que podem trazer problemas ainda mais sérios.

Incidência:
Os parasitas externos, especialmente as pulgas, são mais presentes no calor (meses de verão). “Entretanto, como no Brasil não tem uma divisão clara de clima, não é possível ver a sazonalidade principalmente nos estados do Norte e Nordeste, onde é possível perceber a infestação de pulgas e carrapatos durante todo o ano”.

Prevenção e tratamento:
A prevenção de pulgas e carrapatos está totalmente ligada ao ambiente, já que esses parasitas botam o ovo no recinto e não diretamente no animal. “95% das pulgas estão no ambiente, na forma de ovos e larvas. Por isso é muito importante que haja o controle ambiental frequentemente”. Outra forma de prevenção é tratar todos os contactantes. “Por exemplo, se o tutor tem um cachorro e um gato e trata só um animal, o outro também pode ser fonte de re-infestação”. Tratar todos os animais que vivem no ambiente e o próprio ambiente é uma das formas adequadas de prevenir a presença dessas pragas. O tratamento pode ser realizado através de produtos antiparasitários que podem ser encontrados em forma de spray, pipeta e coleiras.

Além disso, manter o ambiente higienizado também é uma importante forma de prevenção contra as pragas. “O indicado é realizar uma limpeza constante do ambiente com o uso de aspiradores de pó e sempre lavar os objetos do pet, como brinquedos, casinha, cobertores, cama, travesseiros, ou qualquer outro utensílio relacionado ao animal”.

#DicadoVeterinário: Atenção com os filhotes!
Os filhotes precisam de mais atenção com relação ao parasitismo e verminoses. Eles podem receber algumas verminoses que são passadas através da placenta da mãe ou por meio do leite materno. “É uma idade onde o animal não tem um sistema imunológico competente, que ajuda a agir contra verminoses. Se houver uma grande quantidade de parasitas no filhote, podem ocorrer problemas mais graves como anemia, má nutrição, subdesenvolvimento e outras consequências”.

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Bruna Munhoz

The author Bruna Munhoz

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