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Pais têm mais dúvidas sobre saúde infantil do que as mães, aponta pesquisa do IBOPE Conecta

Apenas 27% dos homens ouvidos sabem, por exemplo, que uma doença grave como a pneumonia bacteriana pode ser prevenida por meio da vacinação; taxa se aproxima de 40% entre as mulheres

Como pais e mães lidam com a saúde dos filhos e a proteção contra as doenças infecciosas mais frequentes na infância? Para responder a essas questões, o IBOPE Conecta, a pedido da Pfizer, realizou a pesquisa Doenças infectocontagiosas nos 2 primeiros anos de vida: mitos e temores das famílias brasileiras. Foram realizadas 1.000 entrevistas on-line com mães e pais das classes A, B e C de todas as regiões do País.

Em 2018, foram divulgados os dados gerais da pesquisa. Neste ano, um novo recorte aponta as diferenças entre pais e mães em relação aos assuntos investigados. Os resultados do levantamento indicam que as mães têm, em geral, mais conhecimento sobre as doenças que podem ser prevenidas por meio da vacinação.

Apenas 27% dos pais sabem, por exemplo, da existência da vacina para a prevenção da pneumonia, uma doença associada a elevadas taxas de hospitalização e mortes no País. Por outro lado, entre as mães, esse porcentual se aproxima de 40%. Também existem diferenças significativas em relação ao conhecimento sobre a possibilidade de proteção contra coqueluche, caxumba e meningite.

Quais doenças são prevenidas por meio de vacinas?

TOTAL
%

Sexo Masculino %

Sexo Feminino %

Hepatite B

83

78

86

Tétano

81

74

86

Rubéola

81

72

86

Hepatite A

81

77

83

Meningite

80

74

83

Poliomielite

79

74

82

HPV

79

73

83

Sarampo

77

70

83

Gripe

71

68

73

Coqueluche

70

61

76

Varicela (catapora)

63

54

69

Caxumba

62

54

67

Tuberculose

44

38

48

Pneumonia

33

27

37

Icterícia

12

10

13

Diarreias

8

5

10

Rinite

4

4

4

Asma

3

3

3

Conjuntivite

2

2

3

Diabete

2

2

2

No caso específico da meningite, uma doença que, em sua forma bacteriana, costuma apresentar rápida evolução e elevada letalidade, mais de um a cada quatro pais (ou 26% dos homens ouvidos) desconhece a existência da prevenção por meio de vacinas. Entre as mães, a taxa de desconhecimento é menor, de 17%. Por outro lado, a meningite é a doença mais temida pelas famílias, um comportamento que se mostra ainda mais acentuado entre as mães. Em segundo lugar aparece a pneumonia. Gripe e diarreia chamam mais a atenção dos homens, como indica o quadro abaixo.

Quais das doenças infectocontagiosas abaixo
você mais teme que seu filho tenha?

TOTAL
%

Sexo Masculino %

Sexo Feminino %

Meningite

72

67

76

Pneumonia

59

55

62

Dengue

49

51

48

Rubéola

37

34

39

Coqueluche

34

28

38

Sarampo

27

24

28

Varicela (catapora)

19

17

20

Gripe

13

15

11

Diarreias

12

15

9

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda em relação à meningite, outros dados chamam a atenção. Quando perguntadas sobre os sintomas que mais assustam no momento em que a criança está doente, 35% das mães apontaram a rigidez na nunca, que é um sinal sugestivo da doença e deve ser investigado rapidamente. Entre os pais, a atenção ao sintoma é menor, de modo que 30% dos homens mencionaram essa condição. No ranking geral, a condição que traz mais preocupação é a febre, tanto para homens como para mulheres. Na sequência, aparecem a falta de ar e o vômito, ocorrências que assustam especialmente os pais: eles se mostram mais impactados a partir dessas reações, em relação às respostas dadas pelas mães em ambos os casos.

Quanto à conduta adotada diante de sintomas importantes, como sonolência excessiva, rigidez na nuca, diarreia e perda de apetite, pais e mães também adotam condutas diferentes. Enquanto os homens tendem a recorrer, em primeiro lugar, ao contato com o pediatra, as mães costumam buscar o pronto-socorro. As diferenças são mais expressivas quando o sintoma em questão é a sonolência excessiva: 46% das mães procuram o pronto-atendimento, ao passo que 22% dos pais apresentam essa mesma conduta e outros 33% entram em contato com o pediatra imediatamente.

Esquema vacinal

Sobre o calendário vacinal das crianças, as dúvidas a respeito do possível impacto do atraso ou do adiantamento das doses previstas se destacam. Entre os homens, 61% dos entrevistados ou não sabe responder ou não vê problema em mudar essas datas. Para as mulheres, a taxa é menor. E quase metade delas, ou 46% das mães ouvidas, se mostra convicta da importância de se respeitar o esquema proposto.

Não tem problema adiantar a data da segunda
ou da terceira dose das vacinas

TOTAL
%

Sexo Masculino %

Sexo Feminino %

Mito

43

39

46

Verdade

18

17

18

Não sei

39

44

37

As mulheres também estão mais conscientes de que tomar apenas as primeiras doses, quando há outras indicadas no calendário, é ineficaz: mais de um terço dessas mulheres, ou 33% da amostra, acredita que a criança acaba ficando totalmente desprotegida nessas condições. Entre os homens, esse porcentual vai a 28%. Em outra frente, as mães também estão mais convencidas de que as vacinas são totalmente seguras, de modo que essa é a percepção de 44% das entrevistas ouvidas pela pesquisa. Entre os pais o porcentual é de 40%.

Imunidade protegida

Quando perguntados sobre as principais medidas para proteger os filhos de até 2 anos de doenças infecciosas, a vacinação aparece em primeiro lugar, especialmente entre as mulheres. Elas também valorizam mais outros aspectos relacionados à imunidade infantil, como a importância da alimentação equilibrada e da amamentação. A nutrição balanceada é destacada por 76% das mães, ante 62% dos pais, enquanto o aleitamento é mencionado por 43% das mulheres e 38% dos homens.

Tags : dúvidasIBOPE Conectamãespaissaúde infantil
Bruna Munhoz

The author Bruna Munhoz

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