Saúde

Setembro Amarelo: grávidas, tentantes e puérperas precisam de atenção!

A campanha brasileira de prevenção ao suicídio é importante para todos, inclusive para os grupos considerados de risco na pandemia. Segundo um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Calgary, no Canadá, houve um aumento significativo nos casos de depressão entre as gestantes durante a pandemia do novo coronavírus. De acordo com o levantamento, os sintomas – que costumam afetar entre 10 e 25% das gestantes – superaram os 35%.

O médico-diretor do Vida – Centro de Fertilidade, Paulo Gallo, explica que durante a gravidez, ocorre uma mudança hormonal muito grande que leva uma flutuação de humor constante. Essa flutuação faz com que a mulher fique mais sensível, chore mais facilmente. Pequenas coisas que ela não ligaria, pode deixá-la ofendida e magoada. A oscilação varia da alegria para a depressão e está associado principalmente as mudanças hormonais que ocorrem na gravidez.

“De um modo geral essas mudanças de humor e quadros de depressão que podem ocorrer durante a gestação não costuma afetar o bebê. Não passa para o feto e não tem nenhuma repercussão importante em sua formação.” Segundo o médico, é muito difícil relacionar as variações de humor com qualquer problema da gravidez tanto em risco de aumentar o trabalho de parto prematuro quanto em refletir na parte da saúde do bebê.

No caso da mulher que está tentando engravidar, principalmente aquela que está tentando há um tempo e não consegue, existe uma tendência ao quadro de depressão. O sentimento pode ocorrer com o casal, mas na mulher, o sentimento aflora com uma sensação de impotência, inferior em relação às outras mulheres e, isso precisa ser bem trabalhado com o parceiro(a) e com o próprio médico que está acompanhando o tratamento.

“Em alguns casos a tentante precisa de acompanhamento psicológico, o que acaba não ajudando na obtenção da gravidez, muito pelo contrário, atrasando ainda mais, já que determinadas medicações para depressão podem alterar a ovulação. A própria ansiedade pode interferir negativamente na ovulação”, afirma o especialista.

Existe também a tão falada depressão pós-parto. Ela está relacionada não só aos fatores hormonais como fatores psicológicos. “É aquela mulher que achar que não vai conseguir cuidar da criança, se sente insegura, principalmente na primeira gestação, tem muitos medos, inclusive de não ser uma boa mãe”, exemplifica o Doutor Paulo. Na maioria das vezes, ocorre em um pequeno grau, controlável, por isso a importância do parceiro(a), familiares e médico estarem atentos aos sinais.

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Bruna Munhoz

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