Pet

Startup cria primeira rede social para pets

Liderado por um grupo de executivos e empreendedores do setor de Telecom, aplicativo ARKNOAH chega ao mercado com formato inédito e previsão de investimentos de R$ 10 milhões para os próximos três anos.

Uma rede social voltada 100% ao mundo pet, criada com a concepção de que homem e pet estão cada vez mais conectados. Mais do que isso: um ecossistema de negócios e de relacionamento, no qual donos de pets e empresas do setor interagem, visando um bem comum. Este é o ARKNOAH, app criado por um ex-executivo do mercado de Telecom que percebeu, a partir de um problema pessoal – e do olhar em um mercado pulsante, que cresce dois dígitos anuais – que ali existia uma oportunidade promissora de atuação não só no mercado brasileiro, mas em nível mundial.

“O app ARKNOAH pretende integrar toda a cadeia de valor do universo pet. Envolve os tutores (ARKlovers), fornecedores de produtos, serviços e soluções para os pets (ARKbest), e um segmento que desde o princípio fizemos absoluta questão de um tratamento próximo e diferenciado, que é o das ONGS (ARKangels), que lutam diariamente pela causa pet, razão pela qual são bem-vindas ao app, pois este é um valor nosso”, conta o CEO e idealizador do ARKNOAH, Carlos Cipriano (foto). Ele, que trabalhou no mercado de Telecom por mais de 20 anos, ocupando diretorias nas principais operadoras do país, passou a empreender depois dos 50 em tecnologia, o que tem sido um grande desafio. No ARKNOAH tem um olhar cuidadoso no marketing e na estratégia, além das outras atividades. “Queremos que seja um encontro de aprendizado, diversão, em que todos estejam à vontade com seus pets queridos. ARKNOAH é plural, para todos os bichos”, diz.

Cipriano e seus sócios Josué Freitas (também oriundo do mercado Telecom e COO da startup) e a veterinária Mônica Lopes (responsável pela qualidade técnica, e que dará dicas veterinárias, além de ser a responsável pela interação com os ARKlovers), investiram desde 2017, quando a ideia do app começou a tomar forma, mais de R$ 1 milhão – em recursos próprios; não houve investidores externos ou alavancagem.

Como funciona o ARKNOAH – O plano de negócios, que é dividido em três fases, prevê mais US$ 2,5 milhões de investimento nos próximos dois anos, principalmente em TI. A fase 1 acaba de ser concluída e contempla colocar o ARKNOAH no ar, integrando ARKlovers, ARKbests e ARKangels. O funcionamento é similar ao das redes sociais convencionais dos tutores. Baixa-se o aplicativo, faz-se um cadastro com alguns dados pessoais e em seguida inserem-se fotos e dados dos pets. A partir daí, pessoas, pets, empresas e ONGs se conectam mutuamente e interagem, podendo curtir, comentar, mandar mensagens, postar fotos e vídeos, além de poderem consumir o conteúdo periódico do aplicativo – que são dicas da Dra. Mônica e das mascotes oficiais do app. São quatro: o rottweiler Paul, que falará de generalidades do mundo pet, a gatinha Marietta, que falará sobre horóscopo, o papagaio Silvio, que ensinará o alfabeto pet (uma pílula: “aubraço”) e o peixe palhaço Oscar, que contará coisas engraçadas sobre pets. A fase 2 contempla o oferecimento de serviços de localização, prontuário veterinário para os pets, conexão com eles e serviços. Já a fase 3 pretende conectar agendas dos profissionais com os ARKlovers, além de reconhecimento facial dos pets.

Mercado de quase 140 milhões de “usuários” em potencial – Segundo o Instituto Pet Brasil / IBGE, há cerca de 139,3 milhões de pets no país, dos quais 54,2 milhões são cães, 39 milhões, aves e 23,9 milhões, gatos – esta, a categoria que mais cresceu (8,1%) em comparação à média geral (5,2%) de seis anos atrás, quando a população pet nacional somava 132,4 milhões. Conectar esse universo de donos às empresas do setor está no escopo da nova rede social – cujo potencial econômico é significativo: somente em 2018, o setor movimentou R$ 20,3 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e a perspectiva é que esse número cresça cada vez mais.

O projeto ARKNOAH é genuinamente brasileiro e tem aspiração de se tornar internacional. “Nascemos com a ambição de sermos mundiais; até a concepção do nome foi planejada para facilitar uma compreensão universal, mas daremos um passo de cada vez. Ser forte no Brasil é uma premissa, já que o país é o segundo mercado pet no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. A etapa seguinte é América do Sul. Aprender na nossa região será o alicerce para irmos para Europa e Ásia. O maior mercado mundial, os EUA, exigirá de nossa parte, tamanho e uma curva de experiência que nos capacite para este saldo. Temos os pés bem no chão, com a mente no horizonte e o coração à frente e onde queremos estar”, revela o CEO do ARKNOAH.

O app já está disponível nas lojas online (Android e iOS), para download gratuito. E seu modelo de negócio está baseado, inicialmente, na venda de anúncios e patrocínios. Mas em pouco tempo irá além. Os sócios já estão em conversas adiantadas com uma instituição financeira para o estabelecimento de parceria de negócios, integrando plataformas, além da capacidade em conectar a necessidade de serviços com os fornecedores. A meta é chegar a 16.500 downloads até abril de 2020 e, em 30 meses, atingir a marca de 1 milhão.

Como surgiu a ideia do app 

– Em 2017, Carlos Cipriano percebeu, por conta de um problema de saúde de seu pet (a gata Sofie), que faltava melhorar a relação entre veterinários e pacientes, prontuário eletrônico, agendamento de consultas, localização, entre outros aspectos. Por conta de sua experiência profissional, a Dra. Monica, veterinária do app, contribuiu com as primeiras ideias, acrescidas da percepção de Josué Freitas, sobre a força que se teria para se diferenciar no mercado pet. Foi quando Cipriano percebeu que não havia uma rede social para os pets – apesar de existir padaria, buffet, hotel, boutique, spa, motel, cemitério, beleza, vestuário e até restaurante para eles, com centenas de apps de serviços, mas nenhuma rede social com serviços e ONGs. O executivo vislumbrou, então, a possibilidade de fundir dois mercados crescentes no Brasil e no mundo: o consumo de app (média de 30 mês por brasileiro) e a indústria pet.

Carlos queria que a rede social tivesse um nome de fácil compreensão, não só em português, mas em várias línguas, que denotasse inclusão, porém, que fugisse do tradicional “xxxPET”. Depois de muito brainstorming sem, contudo, chegar a um nome definitivo, ao abrir a Bíblia ele leu sobre Noé e sua arca. Nascia ARKNOAH, que significa “Arca de Noé” em inglês – que representa o lugar onde são tratados, de forma nobre e amorosa, todos os bichos.

De fato, ARKNOAH é um grande guarda-chuva onde todos do mundo pet são bem-vindos – daí a hashtag #vemproark – para se conectar com outros pets, oferecer serviços, anunciar e participar das causas nobres das ONGs. “Às vezes me perguntam sobre Facebook e Instagram, e vejo que são usos concomitantes; a diferença é que somos exclusivamente pets”, observa Carlos.
Ele, por fim, revela porque os três sócios se uniram no ARKNOAH: “Nos juntamos ao projeto por razões distintas e complementares, mas com um elo comum: amor aos pets. Mônica, por um amor visceral e uma vida dedicada a eles; eu e Josué, que somos amigos, como irmãos, com a visão do business e da estratégia”.

Tags : Aplicativopets
Bruna Munhoz

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